
No mercado financeiro, uma empresa abre seu capital por meio de uma IPO e, de repente, milhões de investidores passam a decidir se vale a pena apostar nela ou não. Aqui, porém, não falo de mercado afetivo. Uso a metáfora do mercado de ações para falar de evolução pessoal — como se cada um de nós fosse um gráfico em movimento.
Bolhas estouram quando muitas empresas passam a valer muito sem gerar nada de real. É exatamente isso que vemos na sociedade contemporânea: uma valorização excessiva da imagem, da aparência e do simulacro. Vivemos a estetização do mundo da vida, a era do capitalismo artístico. Falar em valores essenciais soa “cringe” num tempo em que a magreza extrema virou performance de saúde e padrão estético.
Há empresas — e figuras públicas — que lucram diretamente com a desgraça alheia: com endividamento, precarização, especulação. No mercado financeiro, como na vida social, nem todo crescimento é virtuoso. Há fortunas construídas não pela criação de valor, mas pela exploração sistemática da fragilidade do outro.
Assim como no mercado, algumas existências sobem, outras caem. Mas o que realmente importa não é a oscilação pontual, e sim a trajetória ao longo dos anos. O problema é que a maioria se mantém num padrão mediano, confortável, alinhado ao gosto popular e ao consenso fácil.
Eu me vejo como uma ação em alta constante — uma daquelas que ainda não explodiu, mas que um dia vai decolar. Quem comprou na baixa vai se beneficiar. O problema é que oscilações mais bruscas assustam investidores medrosos, incapazes de enxergar valor quando ele ainda é acessível.
Essas pessoas perdem dinheiro, tempo e oportunidade. Porque chega um dia em que o preço se torna inacessível — especialmente para quem sempre hesitou.
Dou um exemplo prático. Minha meta, até o meio do ano, é entrar na fase “parnasiano chique”: abdômen definido, mais massa magra, estética mais refinada. Hoje isso parece difícil — mas é infinitamente mais simples do que quando comecei.
A diferença é a experiência. Hoje faço menos e obtenho mais resultado. Não uso suplementos, apenas alimentação adequada. Menos gastos, mais sabedoria. O fator decisivo não é constância, mas consistência.
Constância é repetir mecanicamente algo que pode estar errado. Consistência é fazer, ao longo do tempo, aquilo que é coerente, ajustado e sustentável. É isso que faz uma ação crescer de verdade.