Idiota, como ensina Forrest Gump, não é quem parece idiota.
Idiota é quem faz idiotice.
Por exemplo: uma pessoa que prefere seguir mais de mil perfis aleatórios na internet, em vez de ler um único texto meu, e ainda por cima resolve me bloquear, precisa estar seriamente comprometida com a arte da idiotice.
Não é um gesto que, isoladamente, prove nada.
Mas revela um método: escolher não consumir nada que exija dois neurônios funcionando ao mesmo tempo para se dedicar integralmente ao desfile infinito de trivialidades digitais.
É quase uma vocação.
Afinal, somos a média das coisas que lemos, ouvimos e seguimos.
Se a sua dieta intelectual é composta por mil bobagens diárias, o resultado final dificilmente será uma pessoa interessante. (Aliás, muito parecida com a dieta gastronômica dela também, mas enfim…)
No máximo, alguém incapaz de produzir qualquer coisa que mereça ser chamada de arte, pensamento ou cultura.
E depois ainda dizem que o problema é falta de oportunidade.
Não, minha cara.
O problema é excesso de escolha — e péssimo gosto para escolher.