VOCÊ CONHECE O MARIO?
Bom, o Dennis Hopper conhece.
Foi ele quem interpretou o Bowser — ou Koopa, dependendo da tradução — nesse live action do encanador carcamano bigodudo mais famoso do cinema. Como se existisse outro personagem com esse estereótipo.

Eu não sei se é dos carecas ou dos bigodudos barrigudos que as mulheres gostam mais.
O que eu sei, com certeza, é que os nintendistas gostam do Mario.
Mas desse filme… nem nintendista gosta.
Há uma história ótima sobre isso.
Certa vez, perguntaram ao Dennis Hopper por que ele tinha aceitado fazer aquela bomba cinematográfica. Ele respondeu que tinha feito o filme para ganhar dinheiro e comprar presentes de Natal para o neto.
O neto, ao ouvir a explicação, retrucou:
— Vovô, eu não precisava tanto assim de um presente de Natal.
O que demonstra, com uma elegância infantil, que o filme é pior do que chutar cachorro abandonado.
Veja bem: provavelmente o Hopper não estava mentindo.
Nessa altura da vida, ele já devia ter gastado quase todo o dinheiro com álcool, drogas e decisões artísticas duvidosas.
Nos anos de James Dean, Hopper era visto como outro jovem prodígio de Hollywood — até descobrir o ácido lisérgico e virar um hipster desgrenhado antes mesmo de existir a palavra hipster.
E foi daí pra pior.
Em 1969, voltou aos holofotes com Easy Rider, filme dirigido e estrelado por ele, produzido por Peter Fonda e coestrelado por Jack Nicholson: uma história sobre motoqueiros atravessando os Estados Unidos com uma carga de cocaína.
Ainda bem que, nas filmagens, o “pó” era só bicarbonato de sódio.
Porque, se fosse droga de verdade, é bem possível que o filme nunca tivesse ficado pronto.
Já em Veludo Azul, Hopper entrega uma das atuações mais perturbadoras da história do cinema: um vilão completamente insano, visivelmente — e declaradamente — sob efeito de sabe-se lá quantos psicoestimulantes.
No final das contas, crianças, a vida sempre cobra seu preço.
Se você passar anos torrando dinheiro com vícios e decisões ruins, pode acabar aceitando qualquer trabalho só para pagar as contas.
Até mesmo participar de um filme do Mario Bros de 1993.
Por isso, lembrem-se:
sucesso de hoje não garante dignidade artística amanhã.
Cuidem do seu dinheiro, escolham melhor seus projetos e desconfiem de roteiros que parecem ter sido escritos numa tarde de ressaca.
Porque conhecimento é poder!
Eu tenho a força!
