De dorso nu, ele parou meio de lado diante do espelho.
Fez pose. Contraiu o abdômen. Relaxou. Tentou de novo.
Refletiu longamente.
Então virou para a esposa e perguntou, cheio de esperança:
— Amor… você me acha parecido com o Marlon Brando? Principalmente na fase dos sindicatos de ladrões?
Ela levantou os olhos do celular.
— O quê?
— Sei lá… talvez a bochecha, assim meio “fofão”… — disse ele, apertando o próprio rosto. — Ou quem sabe um pouco daqui… tipo o Don Corleone.
Ela respirou fundo.
Animado com o silêncio dela, ele pegou o gato Félix, que passava distraído pela sala, colocou-o nos braços e mudou completamente de expressão.
Com uma voz rouca, grave e dramaticamente desafinada, declamou:
— Você vem aqui na minha casa, não me chama de Padrinho… e ainda me pede um favor…
A mulher fechou os olhos.
— Meu Deus — murmurou —, eu não acredito que casei com um homem de quase quarenta anos e totalmente cringe.
Fez uma pausa e completou:
— A gente nunca conhece de verdade uma pessoa… até descobrir seus devaneios mais profundos. Tipo se achar o Marlon Brando na frente do espelho.
Ele abaixou o gato, meio abatido.
— Talvez — disse, num tom melancólico — eu esteja mais para James Dean em Juventude Transviada.
— Sim — respondeu ela, seca. — Principalmente depois do acidente.
Ele ignorou a crueldade.
Voltou-se novamente para o espelho, fez cara de mal, franziu o cenho e sussurrou, com solenidade exagerada:
— O horror… o horror…
A mulher olhou, balançou a cabeça e decretou:
— Amor, o único horror aqui é você sem camisa às três da tarde.
Texto escrito e dirigido por uma inteligência artificial — mas redigido por mim.
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