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Quando perguntaram a Michael Phelps, antes de ele se tornar novamente campeão mundial, como ele estava naquele dia, em vez de responder “tudo bem”, ele disse apenas: seguindo o planejado.
Naquele dia, ele foi campeão mesmo com os óculos quebrados e os olhos cheios de água.
É por isso que, atualmente, tornou-se indiferente para mim responder se estou bem ou mal. Eu sempre respondo — por mais estranho que pareça — que estou seguindo o planejado.
Em 2026, quero reduzir cada vez mais o proselitismo e, até o meio do ano, entrar na minha fase parnasiano chique, consumindo apenas alta cultura. Por isso, tenho até metade do ano para colocar as leituras amenas em dia.
Tenho a sensação de que algo — algo bom, devo dizer — vai acontecer neste ano. Percebo sinais. No mundo em que vivemos, não basta ser; é preciso, sobretudo, parecer.
Se você tem beleza, elegância, conteúdo, corpo definido, barriga chapada, mas não mostra, é como se não tivesse. Felizmente ou infelizmente, nossa sociedade fútil sabe recompensar muito bem essas coisas.
Também é necessário desmontar o mito do valor da preguiça e do trabalho mal compreendido. Quem observa a mudança do meu corpo, minha rotina, a produção do meu Instagram e da minha página pode dizer qualquer coisa — menos que eu seja preguiçoso, que não seja esforçado ou que meus resultados não sejam fruto de dedicação, empenho e trabalho. Eu quero merecer e conquistar os resultados com trabalho diário.
Mesmo com desvios, vê-se alguém em constante evolução e movimento. E, neste ano, sinto-me cada vez mais maduro (não, não me refiro ao Nicolas)
ALÉM DO BEM E DO MAL
Por isso, em 2026, seguirei o conselho de Friedrich Nietzsche e me colocarei acima do bem e do mal — não no sentido de me sentir superior, mas no de compreender que bem e mal nada querem dizer.
Não julgarei ninguém. Apenas mostrarei o que dá certo para mim.
Tudo bem se alguém é sedentário.
Se usa roupa de marombeiro e se exibe pegando peso na academia.
Se tem excesso de gordura.
Se vive um casamento ou relacionamento de fachada, sem amor, sem intensidade, sem tesão.
Eu não tenho nada a ver com isso.
Eu quero mostrar o que dá certo para mim.
Confio na inteligência das pessoas para saber o que é verdadeiro, o que serve para elas e o que não serve. Não sou dono da verdade. É como óculos: se ajuda você a enxergar melhor, ótimo.
Julgar é fácil. Ser bom debaixo de um ar-condicionado, com a barriga cheia, é fácil. Quero ver alguém ser bom em uma situação limítrofe — como Cristo crucificado, que mesmo assim perdoou.
Sem heresia. É esse tipo de evolução que procuro. Começando pela minha própria casa, pela minha família. Se eu não consigo ser gentil, educado, calmo e respeitoso dentro de casa, não serei em lugar algum.
FELIZ 2026