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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

NÃO ACREDITO EM GURUS DE INTERNET, MAS...

 


DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

Essa oração adversativa "mas"... já revela a alma deste texto: meu estilo é morde e assopra — só que, como eu sou eu, começo assoprando para depois morder.
 

Eslen Delanogare tem conteúdo. Tem consistência. Tem didática. Mas também desempenha um papel de coach. Há quem o veja como guru — e isso diz muito mais sobre o público do que sobre ele.
 

Mas aqui vai o assopro:

o Reservatório de Dopamina é um serviço fora de série.

O valor entregue é imenso pelo preço cobrado.

Eu digo sem rodeios: se eu fosse ser mãe… quero dizer, pai… eu assinaria agora mesmo. Pra ontem, logo após terminar de ler esse texto.
 

Por quê?

Porque o acervo é prático, baseado em evidências e voltado para necessidades reais — maternidade, neurociência do sono, para as primeiras horas do bebê, além de neurociência infantil e conceitos essenciais com aplicação concreta, sem charlatanismo.

Vejam:

 

 


 

Se alguém está prestes a ter um filho, os R$ 600 por ano são uma pechincha.

Falo com convicção e experiência própria (quer dizer, não que eu tenha filho, mas você entendeu...)
 

E mais:

Há conteúdo de desenvolvimento pessoal, nutrição, musculação — e tudo com clareza, simplicidade e uma pedagogia rara. Ótimo pra assistir ou escutar enquanto se pratica cardio, por exemplo.

 

Eslen é um excelente professor e terapeuta comportamental. Ponto.

 


 

A MORDIDA

Agora, a crítica:

Há nele uma ganância exagerada, quase performática.

O gesto de vender um livro de ficção na pré-venda com a justificativa “quero ajudar quem não gosta de ler” — cobrando R$ 75 na versão digital — não casa com a retórica.
 

Aí não, né, meu caro.
 

César merece o que é de César.

E, pelo que vejo da escrita dele, convenhamos:

ele se comunica muito bem — mas escrever literatura não é seu forte.

 

Passei álcool antes de morder.

Agora, eu mordo.

 


 

O ERMITÃO E O GURU

Nietzsche foi o crítico supremo dos gurus — e, ironicamente, tornou-se um.

A diferença?

Ele sabia disso.

Por isso, abandona seus discípulos em Zaratustra e afirma que retribuímos mal ao mestre tornando-nos eternamente alunos.

 

Nietzsche é materialista — mas transborda misticismo: eterno retorno, amor fati…

Nada disso tem paralelo com a realidade física temporal.

Mas o ponto é outro:

ele não pretendia que fossem verdades físicas, mas ferramentas de avaliação existencial.
 

O eterno retorno não é cosmologia: é espelho.

 


 

O CIENTISTA DE SI MESMO

Admiro Ecce Homo, onde Nietzsche narra sua ciência sobre si:

como ambiente, alimentação, clima e leitura afetam energia vital, criatividade e saúde.
 

Só quem conhece na própria pele a oscilação de energia que o mundo nos causa entende o valor disso.

A vida exige sensibilidade — não manual.

 


 

A SOLIDÃO NECESSÁRIA

Vivemos numa sociedade que desconfia da solidão.

Nietzsche, porém, revela o contrário:

o pensamento profundo nasce na distância, no silêncio, nas montanhas.
 

O Zaratustra que desce do ermo passa por metamorfoses:

camelo (o que suporta),

leão (o que ousa romper),

criança (o que cria o novo com inocência).
 

A criança é símbolo de recomeço — e recomeços só nascem longe do barulho da multidão.

No “mercado”, somos sugados como por "moscas", a manada: temas supérfluos drenam nossa energia vital.
 

A criação nasce em silêncio.

 


 

A VERDADE DO GURU

Nietzsche conclui algo essencial:

as pessoas não sabem o que querem até que alguém lhes mostre.
 

Por isso buscam gurus.

Reis.

Falsos profetas.

Influencers.

Coaches.

Eslen.
 

Mas a verdadeira lição — a única que importa — é esta:
 

A verdade que você busca não está no guru.

Está em você.



 

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 06/12/2025
Alterado em 06/12/2025
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