EU QUERO SEMPRE MAIS… NÃO DE TI, MAS DE MIM.
DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR
No final das contas, eu não compito com ninguém — eu só compito comigo mesmo.
E por isso, o meu adversário é o mais difícil e o mais exigente de todos.
Quero apenas ser melhor do que ontem.
O mercado financeiro exprime com clareza a essência humana.
Primeiro, a busca pelo lucro — que nada mais é do que expressão da vontade de potência do homem.
Não se trata de conservar, mas de expandir.
Sempre querer mais de si mesmo.
Sempre mais potente. A evolução pessoal — assim como o mercado financeiro — exige juros compostos.
Não basta melhorar; é preciso melhorar sobre aquilo que já se melhorou.
Ser sempre melhor, não apenas em relação ao ontem, mas em relação ao percentual que já conquistamos
O capitalista que só busca o lucro, sem um fim maior, é apenas um niilista.
E niilista é aquele que vive sem propósito, sem direção — vazio de sentido.
Muita gente vive assim:
sem intenção, sem objetivo, copiando fórmulas prontas de felicidade.
É como caminhar todos os dias sem saber para onde essa caminhada leva.
É como correr quilômetros sem chegar a lugar nenhum.
Há quem corra apenas para competir com outros:
não pela saúde, nem pelo bem-estar,
mas para postar o print do ritmo e ganhar cliques.
Isso me parece muito pouco para o ser humano.
No fim, eles estão correndo de si mesmos — por isso “correm”.
A corrida vira fuga, e não vida.
Quem não sabe pra onde vai, qualquer lugar serve.
A situação é igual àquela piada: ele entra no elevador, o ascensorista pergunta o andar e o sujeito responde: ‘qualquer um… eu já errei o prédio
E o que vemos são pessoas correndo todos os dias,
mas sem evolução externa — muito menos interna.
"A eterna aprendiz de corredora" cujo corpo não muda e cuja alma permanece igual,
porque, no fim, não tem objetivo nem meta.
É só uma cópia de uma cópia de uma cópia — como no Clube da Luta.
Esses são os que compram fórmulas prontas,
seguem falsos profetas e livros de autoajuda
que só ajudam o próprio autor.
Eu quero sempre mais, mas não uma energia sem significado.
Quero potência com propósito.
Eu não busco “melhorar a humanidade”.
Não quero ser exemplo.
Quero apenas ser autêntico.
Se minha vida serve como óculos para que alguém enxergue, tudo bem.
Use-o.
Se não, procure outro.
Mas eu não sou oculista.
Há aqueles que se sentem confortáveis com esse mindset de evolução constante; e há os outros — ressentidos, niilistas — que, em vez de se motivarem ou inspirarem, tentam apagar a sua presença, bloquear você, como se o bloqueio pudesse impedir sua existência.
Como se o silêncio fosse capaz de esconder a própria incompetência que a vida insiste em revelar. Para alguns eu Sou um bom ambiente, que impulsiona; para outros. o ambiente que evidencia sua própria incapacidade.
O melhor elogio que me fazem é me chamar de “mais”.
Para mim, você joga mais bola.
Para mim, você é mais engraçado.
Para mim, você é mais elegante.
Para mim, você tem mais força de vontade, mais disciplina, mais cultura.
Mas eu não quero ser “mais” para os outros — quero ser mais para mim mesmo.
Alguém pode ser melhor do que eu um dia ou outro,
mas ninguém é melhor do que eu todos os dias.
Ninguém me vence todos os dias.
Essa é a mentalidade de Michael Phelps:
treinar no Natal, na véspera de Ano Novo,
fazer dieta quando todos se empanturram.
Fazer o difícil é o que te torna “mais”.
Enquanto os outros param, você evolui.
Na dificuldade, na adversidade, na resiliência — o sabor é mais doce.
Na escola de guerreiros da vida,
o que não me mata me fortalece.
Paradoxalmente, cada vez que você faz o difícil,
o difícil fica mais fácil
Dificultar a sua vida acaba facilitando ela.