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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

COMO SERIA MINHA VERSÃO FEMININA?

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

A PERGUNTA IMPOSSÍVEL

 

 

Pergunta tão absurda quanto óbvia: como seria a minha versão feminina?

 

A resposta não está no rosto — está na paleta.

 

Todos sabem as cores que regem meu dia a dia: cores que não gritam — cores que sugerem.

A mulher que me espelha seria assim: alguém que entra num lugar e só é percebida alguns segundos depois — não porque faz barulho, mas porque tem calma, precisão e um brilho próprio que não pede licença.

 

branco · preto · beges quentes · neutros silenciosos

 

Como saída de um filme de Wes Anderson ou de um filme francês cuja diretora sabe filmar a luz da manhã com a mesma intimidade que filma um rosto tímido.

 


 

O GUARDA-ROUPA DELA

Camisas lisas, oversized, soltas, de botão, gola rolê, tricôs finos, cardigãs neutros.

Calças retas ou alfaiatadas — tecidos confortáveis, elegantes, honestos.

 

Saias midi fluidas, movimento suave (nunca dramático).

Jaquetas leves para a manhã fria.

Tênis limpos ou sapatos baixos minimalistas.

Sandálias e rasteiras quando o sol decide amar.

 

A estética dela seria: “cuidada, mas sem esforço; feminina, mas sem teatralidade.”

 


 

E NA ACADEMIA?

Regatas estruturadas, sem decotes exagerados — feminilidade discreta, quase cinematográfica.

Aquela estética que não grita “olhem pra mim”, mas que inevitavelmente prende o olhar de quem entende proporção, harmonia, luz e sombra.

 

Diferente daquela vez — lembra? — em que confundi a “pudica” (a que chamei de Helena) com outra mulher. Hoje vejo que não poderiam ser mais diferentes:

uma discreta, a outra exibida.

 

Aquela exibição que desfavorece a beleza da manhã, acentuando imperfeições que o silêncio disfarça.

É o tipo de atenção que pede atenção — e quanto mais pede, menos recebe.

 


 

O PROBLEMA DO VISUAL DISFUNCIONAL

Existe um termo na moda: disfuncional closet.

E dentro dele, um clássico: visible panty line.

Algo que, na minha opinião — humilde porém treinada — uma mulher tenta evitar.

E, se não der, existe solução simples: uma camisa cobrindo a legging.

Isso nunca enganou ninguém.

 

Aqui eu me auto-engano: meu bom gosto pede uma coisa; meu corpo, outra.

Porque me dá vontade de treinar ao mesmo tempo em que me tira o foco quando vejo certas garotas violando essa regra primordial da estética funcional.

 

Como homem e esteta, digo: quanto maior a underwear da panty line, mais disfuncional o visual se torna.

 

Dizem que o modelo “thong” ou “g-string” oculta essa linha.

Eu não acredito muito nisso — quando observo discretamente. algo que a Capitu nos ensina, com seus olhos obliquos e dissimulados.

 

Mas admito: esses modelos, ao meu olhar, tornam tudo mais aceitável — porque são mais sexy.

Embora, se exagerados, caiam no vulgar.

A linha é fina, como quase tudo que envolve beleza.

 


 

O TESTE GISELE

Se duvida, faça o teste:

pense em Gisele.

Pense em qualquer modelo da Victoria’s Secret.

 

Você consegue imaginar alguma delas usando underwear de vovó?

Pois é.

Nem eu.

 

Respeito quem usa o argumento do conforto — mas não dá para comparar sensualidade, proporção e impacto visual entre um modelo e outro.

E não me venha com renda, sedinha ou drama: se for feio, é feio. Material nenhum salva desproporção.

 


 

NO DEVIDO LUGAR

Agora, coloquemos as coisas no devido lugar:

estou falando de mulher.

 

Quem não for mulher e estiver usando underwear de mulher, recomendo: procure o psiquiatra mais próximo, talvez um CAPS.

Talvez se internar.

Talvez nunca mais sair de lá.

 

— Com carinho, ironia e precisão estética.

 

DAVE LE DAVE II (Sim, ele mesmo)

 

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 02/12/2025
Alterado em 02/12/2025
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