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O pessoal usa “bodybuilder”, mas eu nunca entendi quem é esse “construtor de corpo” que se esquece do principal: o espírito, o cérebro. É por isso que, para mim, ser confundido com levantador de peso é quase uma ofensa estética e intelectual.
Eu pratico outro esporte — um que exige não apenas força, mas consciência, intenção, clareza.
E sinceramente? Eu não entendo essas pessoas que, se saem das quatro linhas da maromba, não conseguem falar sobre mais nada.
Sério: a vida inteira reduzida a “pegar peso”?
Mesmo com eles, dá para aprender disciplina, rotina e dieta.
Mas só isso.
Não dá para chamá-los de atletas pelo uso que fazem de anabolizantes e outras drogas. O resultado pode ser tudo — menos estético.
Duvido que exista uma mulher que olhe para um fisiculturista Mister Olympia e sinta desejo.
Pelo contrário: o próprio corpo humano percebe que aquilo não é saudável. Por isso nenhuma marca importante quer se vincular a eles, exceto o nicho marombeiro de suplementos.
Agora veja: Nike, Adidas, Samsung, Louis Vuitton…
Essas marcas se associam a quem?
A Rayssa Leal — que, aliás, convenhamos, tem umas pernas muito bonitas.
Acho que vou começar a andar de skate no dia de pernas, viu.
Veja os desfiles de moda: que tipo de corpo as grandes grifes valorizam?
Veja as campanhas de underwear masculinas: que físico aparece ali?
O conceito de definição sempre foi claro:
não ter nada a esconder — e ter algo a mostrar.
O corpo esteticamente belo é aquele que provoca sexy appeal.
Aquele que uma garota olha, não sabe explicar, mas sente a agitação interna — porque o corpo dela reconhece que ali existe saúde, vitalidade, bons genes.
E se o corpo se veste com elegância…
E se o conteúdo acompanha a qualidade do corpo…
Aí deixa de ser “bom demais para ser verdade”.
Aí vira destino.
Mesmo no Vale do Silício, já não pega bem ser sedentário e gordinho.
Veja Jeff Bezos.
O movimento atual caminha para duas forças:
depois dos 40, a verdadeira ostentação será ter um corpo bonito,
e, ao mesmo tempo, cultura, inteligência, leitura.
Adicione humor, elegância e sensibilidade — e você tem o que eu intuía anos atrás e estou começando a colher agora.
A maior forma de distinção é elegância:
abdômen definido + corpo saudável + conteúdo + humor + tudo que há de bom e não, não sairá As Meninas SuperPoderosas, mas sim...
E como a sociedade valoriza aparência + inteligência, isso vira capital simbólico e financeiro.
Hoje cuido do corpo com o mesmo entusiasmo que tive quando comecei a estudar.
O importante é sempre a intenção — e ter objetivos claros.
Quem não tem objetivo é aquele que você vê há anos na academia…
e não mudou nada.
Eu não me destaco pelo que faço dentro da academia, mas pelo que faço fora dela:
na alimentação, no sono, no aprendizado, na consciência estética.
Eu não sou levantador de peso.
Sou um estimulador de músculos.
Definição é arte:
catabolizar gordura, anabolizar músculo.
Alcançar equilíbrio.
A inteligência artificial encerrou a era dos personal trainers que só montam treinos e dos nutricionistas que só calculam macros. Eu não conseguiria trabalhar com um profissional cuja vida, referência estética ou valores não coincidissem, ao menos em parte, com os meus
Eu peso meus alimentos, peço para a IA computar os macros — com exatidão maior que qualquer app — e então lanço no Growth.
Minha ingestão diária é calibrada ao meu gasto real — que é alto.
Tudo controlado na planilha que eu mesmo criei.
Eu só alimento a tabela; ela faz o resto.



Eu sou administrador — o cara da qualidade.
Administro meu corpo como administro uma empresa.
A mais importante delas.
Por isso digo: sou uma ação com viés de alta.
E, caso alguém com influência em supermercados da minha região esteja lendo isto:
por favor, tragam Powerade ou Gatorade ZERO.
Eu preciso repor eletrólitos, meus queridos leitores.
Quem é assíduo na academia é porque tem muito a perder.
Eu ajo por medo… e por amor.
Tenho medo de voltar a ser gordo.
Não tenho nada contra gordos — tenho contra eu ser gordo.
E tenho amor a mim mesmo para buscar minha melhor versão.
Me incomoda quem se entrega a produtos alimentícios em vez de alimentos.
Quem escolhe Traquinas em vez de comida.
Me incomoda tanto quanto ver alguém fumando.
E também me motiva: quando vejo uma barriga grande na rua, aquilo me lembra do que não quero ser — e do que posso evitar.
Minha genética me levaria a ser calvo e barrigudo.
Eu trabalho contra ela.
E é bom se conhecer:
quem tem o corpo que você admira… trabalhou para isso.
Meu corpo de hoje é reflexo do passado.
Meu corpo do futuro será reflexo do presente.
Para quem está começando: compre uma bicicleta ergométrica.
Vá aos poucos.
Aproveite o tempo para ler, ver filmes, ouvir algo, me ler.
Associe o exercício a algo positivo.
Funcionou para mim.
Por que não funcionaria para você?
Quando a IA analisa minhas fotos, ela crava que meu físico é de alguém que treina há pelo menos 2 anos.
A verdade? Comecei em março.
A evolução está registrada.
Se tenho 59 kg e esse nível de massa magra, você imagina o quão seco estou.
Ainda tenho gordura no abdômen — a mais difícil de tirar — e ela está lá para me lembrar do passado.
Mas é questão de tempo até dar para lavar roupa no meu abdômen.
Quem me acompanhar… verá.