× Capa Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links
DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

POR FAVOR: NÃO ME ENTENDAM ERRADO

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR


 

Confesso: escrevi um texto tão bonito — aquele da determinação — que, na minha humilde opinião, beira a perfeição. Só não digo que é perfeito porque sou humano, e, como diria Bruna Karla, não consigo ser perfeito mesmo querendo. Perfeito, talvez, seja somente o sentimento que o inspirou.

 

Minha intenção era deixá-lo como último texto da página, quase como um fixado para divulgação. Antigamente eu fazia isso. Depois veio a fase em que chegava a escrever dez textos por dia — entre humor e densidade. A verdade é que as ideias não surgem quando estou escrevendo, mas quando caminho, me exercito, observo o mundo. E naquela época eu andava muito. Ando até hoje, claro, mas antes eu vivia caminhando. E enquanto caminhava, escutava conteúdos que alimentavam mais ideias ainda. Para mim, é difícil não escrever. E, atualmente, ainda é. Quanto mais escrevo, mais fácil fica — e melhor eu escrevo.

 

Mas se eu postar demais, o próximo texto, por melhor que seja, rouba o espaço do anterior. Um texto precisa de tempo de vida, respiro, fôlego. Até a beleza, em excesso, vira demais. Mas confesso: para mim é difícil aceitar essa espera.

 

Agora mesmo estou contrariando isso ao escrever tão cedo depois de um texto que merecia ficar ali por um mês. Mas que necessidade existe? Talvez nenhuma — e ainda assim escrevo.

 

Também tem o fato de que escrever gera dopamina, assim como acompanhar o número de leituras. Há muito perdi o controle disso, mas alguns textos ainda acompanho pelo afeto — os mais íntimos, digamos assim.

 

E, para ser sincero, me dá muito mais prazer saber que os textos em que falo de toque, prazer, reciprocidade física estão sendo lidos — justamente pela impossibilidade de viver o que escrevo. Mas o medo de ser mal compreendido me assombra. As mulheres já sofrem com pressão estética, comparação, exigência. Minha última intenção é exacerbar isso. Quando falo de beleza, falo de forma saudável e natural.

 


 

O CORPO NATURAL E A ESTÉTICA DO REAL

Sinceramente? Não existe nada mais feio para mim do que o corpo hipertrofiado das marombeiras de academia. Aquilo me causa repulsa física — mas, principalmente, estética. Porque sei o conteúdo (ou a ausência dele) que costuma estar por trás desse corpo. Prefiro o natural: o charme poético da imperfeição, a estria natural, a gordura localizada.

 

O antinatural é o corpo do fisiculturista no palco. Nossa mente não sente atração porque percebe que aquilo não é saudável, que não gera bons filhos, que o próprio corpo sequer funciona plenamente e ele é incapaz de uma ereção.

 

O corpo bonito é o que desperta desejo — e o natural sempre vence.

 

É claro que prefiro ser magro. Não por padrão, mas porque caio melhor nas roupas: uso slim, PP, P. Confesso: gostaria de ter mais glúteos (minha mãe até brinca que nunca viu moreno sem glúteos fortes). Por isso venho treinando perna e inferiores — o que, aliás, ajuda a puxar a pele abdominal e definir o abdômen. Em mim, acho estético; em mulher, não.

 


 

SAUDADE DO QUE FOI IMPORTANTE (SEM ILUSÃO)

Vou falar da pessoa do passado em tom respeitoso — não de saudade ou reconciliação — mas de memória. Porque ela foi importante na minha trajetória. Se não fosse por ela, eu talvez nunca tivesse entrado no Recanto. E não consigo imaginar minha vida sem a válvula de escape que é escrever. Um dos piores defeitos que um homem pode ter é a ingratidão — e, por ter sentido ingratidão dela, foi exatamente isso que me fez superar aquela página.

 

Ela claramente não era afeita à atividade física — e, mesmo assim, eu não a achava menos bela. O rosto dela era angelical. Acumulou um pouco de peso, sim, mas não foi isso que me afastou. Me afastei porque não consegui ser boa influência, e porque não havia retorno. Embora, às vezes, ela desse sinais de afetação — como apagar todas as fotos do Instagram (privado), depois, excluir a conta.

 

Por isso sempre digo que só a via pelo buraco da fechadura do Instagram.

 

Ela é recatada; não gosta de mostrar pele. Mas a foto que mais me atraía era a da praia — rosto cheio, pele exposta, decote leve… Ela é branca, muito branca, e isso tinha sua própria sensualidade. Sexy sem vulgaridade: perfeito.

 

Outra foto que mexeu comigo foi ela quase reproduzindo a icônica imagem da Natalie Portman em close. Caramba… irresistível.

 

E só digo isso porque está claro — claríssimo — que meu interesse por ela nunca foi apenas físico. Meus escritos provam isso.

 

Mas é natural sentir atração quando se deseja(va) alguém.

 


 

O MEDO DO MAL-ENTENDIDO

Falei demais, talvez. Mas o recado é simples: eu não quero que ninguém se compare. Não quero que ninguém se diminua por causa de algo que escrevo.

 

Se me permitir dizer — e digo com o máximo respeito — a pessoa em quem penso agora, apesar das circunstâncias físicas que atravessa, para mim está mais bonita do que nunca. A felicidade transparece no rosto e reflete no corpo. A leveza dessa fase da mulher tem um charme único. Ela deveria se fotografar mais — nem que fosse só para si. O rosto, a aura, a feminilidade ganham outra espécie de sensualidade.

 

Melhor eu parar por aqui. Já estou até com a respiração ofegante só de pensar...

 

 


 

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 28/11/2025
Alterado em 28/11/2025
Comentários