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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

EU GANHEI UM PRESENTE DE AÇÃO DE GRAÇAS DA APPLE

 


 


 

O ATO DE NOMEAR O QUE NOS MOVE

Há quem use um termo pejorativo para se referir a fãs da Apple: MACFAG, cujo significado não ouso traduzir.

Desde que certa pessoa cruzou meu caminho — e reorganizou silenciosamente o meu modo de estar no mundo — esta página se tornou family friendly.

Algumas expressões, se usadas aqui, soariam desalinhadas com a delicadeza que ela desperta em mim.

 

Ironicamente, é só no plano do afeto — naquele misto de intimidade e vertigem — que a linguagem perde a compostura e vira gesto, som, respiração.

Mas isso é outra história.

E essa história não precisa ser dita: apenas intuída.

 


 

O AFETO INCURÁVEL PELAS COISAS BEM FEITAS

Uso Apple desde 2011.

Não por ostentação, mas por identidade.

 

 

 

Steve Jobs, com sua estética, sua obsessão pelo detalhe e esse jeito quase místico de unir simplicidade e profundidade, sempre me inspirou.

A biografia dele, escrita por Walter Isaacson, é uma das que mais revisito — não como fã de tecnologia, mas como alguém que acredita que o design também é caráter.

 

Para mim, Apple nunca foi apenas telefone.

É estilo, é ritmo, é filosofia.

É uma forma de olhar o mundo que combina rigor e beleza — como o cinema de Godard quando decide filmar a luz escorrendo numa janela.

 

Por isso, nada me irrita mais do que quem compra um iPhone para ostentar, ou quem cobre a lente com brilhos que sabotam o design.

É como pendurar cortinas de crochê em frente a uma obra de Niemeyer.

 


 

A VIDA QUE CARREGO NA NUVEM

Meu universo digital mora na Apple desde 2011.

Se eu mudasse de sistema, seria como mudar de corpo e deixar a alma para trás.

 

Meus textos, minhas notas, minhas memórias — tudo está ali.

Se eu perdesse isso, perderia também parte de quem fui.

Parte do que sou.

 

Talvez até o que me tornei por causa de quem despertou o meu lado mais sensível — esse que escreve agora.

 


 

O TELEFONEMA QUE VIROU UM SINAL

Recentemente, tive uma cobrança indevida.

Liguei para resolver.

Foi uma conversa longa — dessas que testam paciência, precisão e calma.

 

Mas também foi uma conversa que me deu algo inesperado:

um voucher de dois mil reais.

 

Um débito de cem virou um presente de dois mil.

Um desses pequenos acasos que parecem ter assinatura do destino.

 

Com ele, escolhi a nova Apple TV 4K.

E quando ela chegar, prometo: farei um unboxing digno pro recalque das minhas inimiga.

 

 


 

O SENTIDO DE CELEBRAR

Amanhã é Ação de Graças nos E.U and A, como diria Borat.

Um feriado que eu gostaria que o Brasil importasse — já que importamos tantas coisas menos essenciais.

 

Ação de Graças fala da melhor parte do coração humano:

ajudar sem esperar retorno, oferecer sem cálculo, amar sem contrato.

 

É o feriado do ágape, da generosidade pura.

E, curiosamente, a solução da Apple despertou isso em mim.

Não apenas pelo presente, mas pela sensação de cuidado — como se a providência estivesse me dizendo, enfim:

 

“Continue. Está tudo certo.”

 

Max Weber diria que alguns sinais se revelam como confirmação íntima dos caminhos que escolhemos.

Talvez este tenha sido o meu.

 


 

A MENSAGEM QUE ENVIEI

O restante fica apenas como registro poético de gratidão.

Adaptei aqui sem dados pessoais, preservando apenas o gesto:

 

“Aproveito também para desejar um feliz Dia de Ação de Graças.

Sei que é um feriado importante onde a Apple nasceu,

e não queria deixar de registrar meus votos para você e sua equipe.

Obrigado pelo cuidado e pelo atendimento.”

 

Sincero.

Simples.

Cinematográfico no seu próprio jeito.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 26/11/2025
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