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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

ELA TORNA A ESCRITA MAIS BELA

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

A BELEZA QUE A LINGUAGEM NÃO ALCANÇA

Quantos adjetivos eu poderia usar além de bela? Que ela deixa e escrita mais prazerosa, gostosa, excitante?

 

Nenhum deles dá conta.

A linguagem, por mais que tente, sempre falha quando se aproxima daquilo que realmente importa.

 

Eu não tenho medo do futuro — apenas do passado.

Não no sentido de esquecê-lo, mas de não repetir seus erros.

E eu não os nego: foram eles que me trouxeram até aqui.

 

Minha página é o arquivo desses erros e dessas transformações: um museu vivo das pessoas que passaram, dos afetos que me moldaram, das quedas que me reinventaram.

 

Como em Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, apagar tudo seria apagar a mim mesmo.

Eu mantenho, porque cada lembrança me construiu.

 


 

O AFETO QUE DUROU DEMAIS

Durante dez anos, houve um afeto que me acompanhou como sombra. Observando-a, apenas, pelo buraco da fechadura de um instagram privado; numa festa particular, cujo convite, oficialmente, eu jamais recebi.

 

Uma pessoa que lia tudo, sabia tudo, investigava tudo: meu número, minha família, minhas vizinhas.

Era uma presença que existia sem existir — observadora, mas nunca presente.

 

E eu, por ingenuidade ou esperança, permiti.

Até que um dia cansei.

 

Não com rancor.

Com lucidez.

 

Porque, no fim, de que adianta me ler…

se isso não reflete em nada na vida da pessoa?

 


 

QUANDO UM AFETO MAIS FORTE CHEGA

Espinosa diz: um afeto só é superado por outro mais potente.

 

Foi exatamente isso que aconteceu.

 

O afeto antigo não desapareceu — apenas perdeu o trono, virou, não fumaça, mas apenas lembrança, recordação, memória.

Foi substituído, lentamente, por outro que chegou sem pedir passagem, mas com uma intensidade nova, viva, transformadora.

 

E eu percebi que, mesmo sem querer nada em troca, há algo que posso escolher:

 

me dedicar a quem realmente tem abertura, reciprocidade e boa vontade comigo.

 


 

O QUE EU VEJO QUANDO OLHO PARA ELA

Eu a admiro — como pessoa e como mulher.

E, para mim, não existe admiração verdadeira que não seja também física, erótica, corporal.

 

Se um desejo se apaga, é porque a admiração se perdeu.

É simples assim.

 

Eu quero que uma mulher pense em mim com segurança, autoestima, confiança —

que se sinta mais bela por minha causa, não menos.

 

Que pense:

 

“Se um dia eu tiver a chance de encontrá-lo cara a cara… ele vai ver só uma coisa.” 

 

E não é xarope. 

Talvez chá — como diriam os maldosos —

mas você sabe o que quero dizer.

 

Tipo a música do Michel Telo, sabe... “Ai se eu te pego?”

 


 

LEVEZA, HUMOR E EROTISMO — A TRÍADE

Eu não ofereço peso, drama, pressão.

Ofereço leveza.

Humor.

Desejo.

Sensualidade.

 

E, principalmente, uma energia que faz florescer.

Que não invade; acrescenta.

Que não exige; inspira.

 

Porque ela — a mulher que inspira tudo isso — torna a minha escrita mais bela.

Torna meu presente mais nítido.

E meu futuro… mais possivelmente admirável.

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 25/11/2025
Alterado em 25/11/2025
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