Abel Ferreira, o maior técnico da história do Palmeiras, diz que um casamento perfeito é feito de duas pessoas imperfeitas que se entendem perfeitamente dentro das próprias imperfeições.
A modifiquei a frase original para deixá-la mais poética — mas a essência é essa.
E hoje, no último jogo da temporada, na qual vivemos exatamente isso: momentos bons e momentos ruins, como em qualquer relação que vale a pena.
O que torna tudo mágico é a imprevisibilidade, essa mistura de tensão e entrega que só existe quando há amor pelo que se vive.
Independente do resultado, o que importa é o instante: estar ali, sentir, vibrar, desejar que não acabe — ou que se repita indefinidamente.
Porque o que nos move é sempre o mesmo: o amor.
Como todo casamento que, por mais imperfeito que seja, encontra sua perfeição no sentimento que o sustenta.

