

Esse, sem dúvidas, é o livro que eu recomendaria a qualquer pessoa que queira começar a ler. Tem o equilíbrio perfeito entre história envolvente, humor inteligente, estilo único e reflexões densas (mas acessíveis) sobre a vida, o universo e tudo mais.
Arthur Dent está prestes a ter sua casa demolida para a construção de uma nova via de acesso — mas, ironicamente, minutos depois, a Terra inteira é destruída para abrir caminho a uma rota intergaláctica. Nenhum terráqueo foi avisado, claro — nós simplesmente não desenvolvemos tecnologia suficiente para receber o comunicado.
Assim, Arthur e Trillian acabam se tornando os únicos humanos sobreviventes, salvos por Ford Prefect — o amigo alienígena disfarçado de humano — e por Zaphod Beeblebrox, o excêntrico alienígena de duas cabeças e um senso de humor perigosamente próximo da insanidade.
Em suas viagens pelo cosmos, eles contam com um dispositivo essencial: O Guia do Mochileiro das Galáxias, um tipo de tablet interplanetário que, em letras garrafais na capa, exibe o conselho mais importante do universo: NÃO ENTRE EM PÂNICO.

O que poucos sabem é que a Terra, na verdade, era um gigantesco computador biológico criado pelos ratos — criaturas pan-dimensionais que, ao contrário do que pensamos, fazem experimentos conosco para tentar descobrir a resposta definitiva para a Vida, o Universo e Tudo Mais.
Mas, segundos antes de a resposta ser finalmente revelada, o planeta foi destruído.
Felizmente, a resposta já havia sido calculada: 42.
O problema agora é descobrir qual era mesmo a pergunta.

No caminho, encontramos personagens inesquecíveis como Marvin, o robô depressivo com um humor ácido e pessimista, e Slartibartfast, cujo propósito existencial é ofender todas as formas de vida conhecidas — e, aparentemente, ele faz isso muito bem.
Uma história atemporal, perfeita para qualquer idade.
A união exata entre ficção científica, humor britânico e qualidade literária.
E sim, é um livro acessível — a menos que você seja muito burro ou completamente desprovido de senso de humor.
Eu o li pela primeira vez aos 14 anos, achei genial — e continuo achando.
Tanto que estou relendo agora e recomendo a todos: não entre em pânico, apenas leia. E não esqueça sua toalha, mochileiros.