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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

A GAROTA QUE EU LEVARIA PRA UM CHURRASCO!

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

EM UM antigo trabalho, eu sempre fui o cara das enquetes — responsável pelo entretenimento. Essa, aliás, sempre foi a minha grande vocação.

 

Teve uma vez, num happy hour, que o jogo era “verdade ou desafio”, mas eu resolvi aprimorar: inventei uma versão que perguntava o “Top Five de pessoas que você pegaria na empresa”. Perfeita pra um “verdade”. Depois disso, o jogo virou um caos delicioso — todo mundo revelando, rindo, e alguns, digamos... se dando muito bem naquela noite. Incluindo eu, claro.

 


 

OS COLABORADORES E O CANTOR DE FUNK

Em outra ocasião, num karaokê da mesma empresa, havia dois “colaboradores” — era assim, ironicamente, que eu gostava de chamar todos os funcionários. Até nos aniversários eu fazia questão: quando cantavam parabéns pra dois aniversariantes, eu puxava o coro gritando “para os colaboradores nada!” e todo mundo completava: “tudo!”

 

Esses dois tinham um affair, mesmo sendo de empresas diferentes, mas do mesmo dono. E, como a confraternização era conjunta, eu esperei o momento certo e puxei o clássico: “beija, beija!”. Ela, constrangida, deu só um selinho nele — e a plateia foi ao delírio.

 

Mais tarde, subi ao palco com três colegas pra cantar “Gangnam Style”, que bombava na época. Tinha até coreografia. Mas é claro que eu precisava dar meu toque especial. Na hora que a música fazia “uh uh uh”, eu lembrei do funk e puxei: “uh uh uh, só as cachorras!”, depois “uh uh uh, triparadas!”, “uh uh uh, as popozudas!”, “uh uh uh, o baile todo!”

 

Nesse momento, o salão inteiro — até o pessoal de outras empresas — levantou pra dançar. O evento virou um baile funk digno do MC Serginho no Gugu. Até o operador de som ria enquanto abaixava o volume, porque a galera já estava insana.

 

Sim, meus amigos: zoeira never ends. E eu adoro.

 


 

ENTRE A ZOEIRA E A MELANCOLIA

Mas, no fundo, eu queria mesmo era cantar “More Than This” — igual no filme da Sofia Coppola, Encontros e Desencontros, com Bill Murray e a minha crush eterna, Scarlett Johansson. Eu amo esse filme.

 

E é sobre isso, no fundo: sobre querer compartilhar um momento leve, íntimo, com alguém que não precise de muita explicação pra entender o que é presença.

 


 

A PERGUNTA SÍMBOLO

Daí veio outra enquete clássica que eu fazia: “Qual mina da empresa (ou conhecida) você levaria pra um churrasco?”

 

Essa pergunta é simbólica. Porque pro churrasco a gente só leva uma garota que, além de bonita, vai ser presença pros amigos — que fala bem, que é interessante, que tem carisma. Às vezes a gente namora alguém de quem até sente vergonha de apresentar aos amigos, porque se abrir a boca... faz besteira. Então não adianta ser só bonita.

 

Na academia, tudo bem — lá o que conta é o corpo e a estética. Mas no churrasco, a mulher tem que representar.

 


 

A MULHER QUE EU LEVARIA

E quem eu levaria tanto pra academia quanto pro churrasco — com todo respeito — é a minha musa: Clarice Lispector Júnior. Do cabelo de ouro de Teseu, nossa senhora de José de Alencar, e nome de seriado proibido.

 

Eu a levaria não só porque é bonita — de corpo, rosto, alma e tudo —, mas porque é inteligente, tem repertório, sabe falar e, principalmente, escrever. É engraçada, é da área artística, atua, escreve roteiros. Ou seja, além de tudo, é a mais parecida comigo.

 


 

DIVINA E ARTESANAL

Ela não tem uma beleza comum. É exótica. É baiana, apimentada, brasileira — mas clássica também. Poderia ter nascido no Leste Europeu. Cabelos dourados e enrolados. É uma inspiração divina.

 

Uma beleza dessas é um bom argumento pra quem acredita no criacionismo — porque algo assim não pode ser fruto do acaso. Deus a fez artesanalmente.

 

Você é linda e inteligente, garota. E, sinceramente, queria muito que lesse esse texto.

 

Beijos.

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 02/11/2025
Alterado em 02/11/2025
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