
Esse é um filme sobre uma história de amor e amizade improvável entre um velho projecionista, Alfredo, e um garoto órfão, Totò.
O que os liga é o cinema — e Cinema Paradiso é, na verdade, uma carta de amor à sétima arte.
Alfredo trabalhava num pequeno cinema de vila, onde os filmes eram exibidos sob a vigilância moral da igreja, que proibia certas cenas.
Quando Alfredo parte, deixa para Totò — agora um homem feito e um diretor consagrado — um presente: um rolo com todas as cenas censuradas ao longo dos anos.
Eram os beijos — todos eles, colados um após o outro.
Totò assiste, sozinho em sua sala de projeção, as imagens do que a moral tentou apagar — e chora.
Porque quem olha essa cena e não se emociona, de novo e de novo, é porque já morreu por dentro.
Eu sempre revejo quando quero lembrar por que amo o cinema — e, talvez, a vida em geral.
Agora você pode vê-la no meu Instagram.
Link: AS CENAS DOS BEIJOS — CINEMA PARADISO (Giuseppe Tornatore, 1988)
https://www.instagram.com/reel/DQjIJ_QEaO8/?igsh=dDAwZ2dpbGEyeWV6