
Você sabe qual é o meu único requisito para um relacionamento sério: que a minha mulher seja também a minha melhor amiga. Deve ser por isso que nunca tive um relacionamento sério.
É esquisito, vocês sabem, que eu sou o inventor dos conceitos de admiração sexual e amizade erótica. Gosto dessas amizades ambíguas com o sexo feminino — de admiração, amizade e desejo.
Então, nada mais coerente do que querer que a minha “mulher”, “namorada”, seja também a minha melhor amiga.
Alguém com quem eu possa contar, relevar, confessar; com quem eu possa ser frágil e corajoso ao mesmo tempo.
Para além do lado dócil, eu gosto do perfil da mulher santa — mas fantasiada de safada. Ai da mulher que não sabe ser sexy nos momentos adequados, e com o homem em quem confia, no homem que ama...
Essa dicotomia, essa diferença, essa ambiguidade entre ingenuidade e sedução — a sensualidade que se exibe sem vergonha, mas com pudor; sexy sem ser vulgar — é profundamente excitante.
É uma promessa de felicidade, assim como Stendhal se referia à beleza.