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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

SOU O AUTOR MAIS SUBESTIMADO DO RECANTO DAS LETRAS

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 



O PESO DAS ESTATÍSTICAS VAZIAS

Apesar das estatísticas — que, imagino eu, estejam inflacionadas pelos bots chineses — mostrarem que tenho mais de cem visitas e duzentos acessos diários, isso não se traduz em textos isolados. Alguns ficam abaixo de dois dígitos, considerando a qualidade e o conteúdo que entregam, que favoreceria, com certeza, aqueles que o consumissem.

 

 

A mesma coisa acontece com os áudios. Quem escreve, escreve para ser lido — caso contrário, vira solilóquio.

E eu também não estou aqui para trocar leituras como likes de uma rede social.

Quem vem, vem não só por um texto isolado, mas pela minha assinatura.


 


 

ENTRE A EXCELÊNCIA E O ANONIMATO

E convenhamos: considerando a média e os posts gerais, comparados com meus escritos — desde identidade visual, direção de arte das páginas, tipografia, criatividade, conhecimento, diversidade, espiritualidade e humor — os números ainda são ínfimos em relação ao que mereceria.

 

Eu nunca prometo nada e sempre entrego tudo.

 

Sou subestimado principalmente quando vejo a lista dos mais lidos da semana.

É claro que minha página no Recanto é orgânica — eu nunca divulguei o link em lugar algum.

Nem parentes nem amigos sabem, a não ser vocês.


 


 

O DESINTERESSE DOS HOMENAGEADOS

Porém, o mais decepcionante é que nem as pessoas homenageadas em alguns textos parecem ter interesse em lê-los.

Elas se relacionam com as pessoas no dia a dia, e isso desvaloriza ainda mais o meu conteúdo.

 

Cada vez que alguém — uma mulher a quem dedico uma ode, um elogio — se relaciona com alguém banal, principalmente do sexo masculino, isso reverbera na minha própria produção.

Só por isso eu me preocupo.

 

É claro que isso revela uma falta de espírito e uma carência dela.

Mas, ao escolhermos nossos parceiros e o que lemos — mesmo que seja só na intimidade — não estamos escolhendo apenas por nós.

Estamos escolhendo para toda a sociedade.

Mostramos que tipo de homem achamos ideal, não só para mim, mas para todas as mulheres.

 

Porque, caso fosse diferente, como eu me relacionaria com um homem que eu soubesse não ser bom para todas as mulheres em geral?

Ou seria incoerência, ou má-fé, ou simples falta de opção — e mau gosto.

 


 

A SINCERIDADE COMO DOGMA

Eu não minto.

Ou então acredito piamente nas mentiras em que acredito.

E, se elogio, faço-o sinceramente — assim como as críticas.

 

Não quero engajar ninguém, porque, se o fizesse, estaria enganando a mim mesmo.

Como diz Noel Rosa: “Eu não quero abafar ninguém. Eu só quero mostrar que eu faço samba também.”

 

Ou seja: eu escrevo — e mereço ser lido, quiçá compreendido e admirado — pela coerência e pela qualidade dos meus escritos, em sintonia com minha vida particular.

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 25/10/2025
Alterado em 25/10/2025
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