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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


Seu texto foi como um abraço num dia difícil.

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

Esse texto é como a defesa de uma tese de mestrado da frase dos Beatles — que, no final, o amor que se dá é igual ao amor que se recebe.

 

Porque, como sabem, eu dei tanto amor, e dele eu só obtive uma sombra — o reflexo de um nenúfar em um lago. Então, você preenche a beleza que falta na sombra com a ideia da flor, como nos ensina Platão.

 

E mesmo nos momentos difíceis, momentos de confissão e dor, eu não obtive nenhuma mensagem de apoio daquelas a quem dediquei tanto amor. Antes, o contrário: a decepção, o desdém e a indiferença.

 

Mas, ironicamente, quando recuperei meu conatus, mais em mim mesmo, em meu estado normal e mais potente, consegui me desencantar e perceber as coisas como elas são.

 


 

O RETORNO DO NOME

E foi nesse contexto que me surgiu do passado alguém que nunca foi sem ter sido — voltou sem jamais ter ido embora. 

 

Com distâncias geográficas, até etárias, entre nós. Ela, que atende pela alcunha de “senhorita”, mas traz no nome o mais popular feminino e o nome da artista mais famosa do Brasil. Mas que a semelhança pare por aí — está só no nome.

 

E também que PRE-PA-RA, que ela também da show e é poderosa.

 

E eu poderia falar do corpo e da aparência, mas a da cantora é artificial, enquanto a senhorita é natural. E, para mim, eu gostaria de escrever GOSTOSA em caps lock, mas como o mau uso das palavras foi o que causou nossa ruptura, vou falar apenas “hot”.

 


 

O TEXTO COMO ABRAÇO

E nem importa se o texto não foi para mim diretamente, explicitamente, ou se eu o inspirei, ou se mais uma vez preenchi as lacunas que faltavam com a minha imaginação.

 

Fato é que o texto dela foi como um abraço num dia difícil. E eu não queria mais soltá-lo. Pode ser que eu tenha feito o movimento involuntário de abraçar meu travesseiro imaginando que era o texto… ou melhor, a autora.

 

Mas, infelizmente, ainda não inventaram — nem a NASA — um travesseiro com cabelo dourado, com cheiro de almíscar que deve lembrar mar e acarajé, mas doce ao mesmo tempo, e a maciez alva da epiderme de alguém que escreve com a suavidade do algodão, ou do papiro.

 

E eu a abraçaria com a delicadeza de quem faz uma autópsia numa bolha de sabão…

 

(…sabendo que o menor gesto, a menor respiração, poderia estourar o instante. Porque o amor, como a bolha, é feito de ar e luz — e só existe enquanto reflete o que há em volta. Mas ainda assim, vale o risco. Pois há toques que não precisam de pele para acontecer, e silêncios que dizem mais do que mil confissões. E talvez seja por isso que eu continuo — porque há abraços que sobrevivem mesmo na ausência do corpo)

 


 

O PESO DO RECONHECIMENTO

Mas ainda assim, embora eu seja lido por esse público seleto, meu trabalho diário — de dedicação à minha página e até à minha rotina — vem sendo desproporcional ao resultado que eu tenho.

 

Sim, a média mostra que eu tenho umas cem leituras por dia. Mas, se você comparar, quando aparece um texto assinado DAVE LE DAVE II (sim, ele mesmo), com os de outros autores dessa plataforma — tanto em forma, identidade visual e conteúdo —, percebe que eu mereço cada leitura, e que o número ainda é baixo.

 

Assim como Nietzsche, infelizmente, até agora tenho vivido do reconhecimento dos meus próprios méritos.

 

E desses seres celestiais, de bom gosto, que me dão o privilégio de sua audiência.

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 15/10/2025
Alterado em 15/10/2025
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