
Nada é mais símbolo e sinal dos tempos da carência afetiva do que os famosos stories no Instagram.
Posto um story, a pessoa visualiza — logo, existo.
Agora eles têm primazia até mesmo sobre os posts do feed, até mesmo sobre os reels. Porque nos stories há o prazer de ver quem visualizou, e isso libera hedonismo, validação.
E como as pessoas não sabem mais interagir, comentar, além de usar emoticons e coraçõezinhos, isso já basta.
A felicidade virou uma métrica algorítmica: mede-se em likes.
Delanogare insinuou que o fato de ele ter escrito um livro mexeu com o meu ego.
É claro que não. Porque o fato de ele ter escrito o livro e feito sucesso numa sociedade atual não significa que ele seja bom escritor — basta olhar a lista dos mais vendidos. Assim como os mais populares na internet não são necessariamente os melhores.
Isso só mostra que ele é o mais famoso, e como a sociedade atual é idiota.
Isso vale também para o Recanto: basta olhar a lista dos textos mais lidos.
Meu Instagram é pra todos — e pra ninguém.
Ele é como um espelho: é pra mim mesmo, pra eu me ver, pra eu me entender.
Eu não preciso de validação de ninguém.
Só quero seguir quem me inspire de verdade.
Quero mostrar o que eu faço, o que dá certo pra mim — meu modo de vida, meu modo de ver a vida.
E isso, pra mim, é como um óculos: serve pra eu enxergar melhor a realidade.
Se ele servir pra você também, tanto melhor.
Se não, procure outro par de óculos.
Aqui, eu postei minha refeição e meu treino em VR.
https://www.instagram.com/p/DPyt8tZACge/?igsh=cHNrNWplNWplamUz
https://www.instagram.com/reel/DPzGKWYAH_-/?igsh=aGVqY2xxanY3ZXQw