
O bom médico é aquele que, só de olhar para o paciente, é capaz de dizer tudo.
As causas do diagnóstico dessa “foto” são claras: alimentos hipercalóricos, excesso de Netflix, um ambiente incompatível com sua singularidade individual e o descontrole do ciclo circadiano provocado pelos inúmeros plantões — que, muitas vezes, são a principal causa de tudo.
Na verdade, é o comportamento que está disfuncional.
O médico é mais doente que muitos pacientes que atende. Não conhece a grande saúde.
Se você bate o olho no médico e não vê saúde nos olhos dele — ao vez de controle, o sobrepeso, o excesso de adiposidade e, pior, o olhar baço da ignorância, oculto atrás da armação de um óculos de tartaruga — então percebe que a competência virou cosmético.
Aliás, quanto mais as médicas são ligadas às estéticas, mais desaprendem a falar e mais ignorantes se tornam.
Afinal, sem palavras, não há pensamento possível.
De certa forma, é redentor observar a médica que deveria curar — e que supostamente me rejeitou — em estado patológico, só de bater o olho.
E pensar que eu ofereci o remédio e os caminhos da cura…
Ela conhece minha página, sabe meu endereço, meu telefone, meu Instagram.
Tem todas as condições de se motivar, de recuperar a saúde, de criar para si um ambiente mais condizente à própria restauração.
Mas resolveu, por conta própria, sucumbir à doença.
Nesse caso, como não sou a favor da eutanásia, prefiro me afastar a vê-la desligar sozinha seus aparelhos.
Que ela os desligue junto com suas amigas, que se despedirão dela sem conseguir dizer nada melhor — além de emoticons.