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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


O MUNDO É UMA MATRIX?

 


 

DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 



A pergunta de um bilhão de dólares da filosofia, o Monte Everest das questões filosóficas, o cinturão de ouro das elucubrações da existência sobre a vida, o universo e tudo o mais.

 

E a resposta — sinto dizer — não é “42”, como em O Guia do Mochileiro das Galáxias.

 

Mas a pergunta é:

 

Por que há algo no lugar do nada?

 

Porque poderia, muito bem, não existir nada no lugar do universo. Quando chegamos a essa conclusão, deparamos com o sentido de que a existência é um absurdo.

 

Mas o fato é que há algo no lugar do nada.

 

E não importa se é um filme solipsista, como queria Berkeley — em que só existe a minha mente e todo mundo é ator — ou um show da vida de Truman, em que todos nos observam enquanto atuamos.

 

Ou ainda, se o mundo é uma máquina, como em Matrix, que além de teorizar teorias absurdas como as dos redpills, ainda popularizou os malditos efeitos especiais no cinema, nos quais todo cineasta hoje se escora.

 

Até o Padilha acabou com o charme do Robocop original do holandês Verhoeven, com seus efeitos e tecnologia. O original esbarrava no trash, é verdade — mas era justamente ali que morava o charme da coisa.

 


 

DISCLAMER CINEMATOGRÁFICO E ESTÉTICO À PARTE

Voltando à condição da miséria humana, há uma frase que eu — modéstia à parte — criei (pelo menos acho): uma frase que reflete muito melhor a existência do que o cogito cartesiano.

 

Escrevo, logo ex-isto.

 

Descartes chegou à conclusão de que a única certeza era o “eu” que pensava — essa consciência que reflete sobre si.

 

Mas ora, a neurociência já mostrou que, no cérebro, não existe lugar para o “eu”, a “consciência”, a “mente”. Há apenas sinapses, ligações elétricas que dependem dos afetos do nosso corpo com o meio ambiente.

 

Portanto, tudo são reações do nosso corpo.

 

Agora, a escrita é uma certeza — porque ela já passa pelos meus filtros do meio ambiente, pelo meu aprendizado, pela minha educação. Ela reflete o estado do meu corpo, da minha alma e do meu espírito.

 

E os mortos — ou quem não existe — não têm ideias.

Não podem colocá-las no papel.

 

Quem escreve é um Ser, não um ente.

 

Portanto, escrevo, logo ex-isto.

 

Sou ex-coisa.

 

Escrever é um ato de negar a reificação do homem, sua objetificação, através da arte de escrever.

 


 

CHUPA, KANT. CHUPA, DESCARTES.

Eu, aqui, numa frase, expliquei a condição humana melhor do que os mais brilhantes intelectos que a humanidade já produziu.

 

Cof cof.

 

Eu tinha que patentear isso. Ainda bem que esta página tem copyright — e vocês servem de testemunha da minha genialidade.

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 13/10/2025
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