
É 1991 porque é o melhor ano do rock, óbvio — não porque é o ano em que eu nasci.
Eu nasci, obviamente, em 2001. Dá pra ver pela minha carinha jovem. Mas…

Quando me perguntam se eu tenho Instagram, até paro pra refletir se eu teria mesmo.
É que, nem o Dave, tampouco o David, têm Instagram ou redes sociais.
Essa conta serve apenas como um espelho — sabe?
Pra você se olhar e ver como está naquele dia. O que ela te mostra?
Te motiva a melhorar?
E, como um espelho, também me mostra o passado.
Como o espelho de Nárnia, revela o mundo ideal — o mundo que quero alcançar, mas ainda é inacessível.
Por isso, só sigo pessoas que me motivam.
Assim como essa página do Recanto, eu não divulgo o Instagram pra ninguém.
Só interajo quando é legítimo.
Nem meus amigos sabem dessa conta — até uso uma VPN pra ninguém me achar. Mas bem que às vezes eu dou o mole de ficar vendo reels da academia que frequento e de conhecidos… igual Deus bisbilhotando a humanidade lá do alto balançando a cabeça negativamente em sinal de reprovação.
Ela serve pra eu saber se meu passado ainda está vivo,
pra me lembrar do meu presente
e me alegrar pelas promessas do futuro.
Não promessas divinas, nem celestiais,
mas teratológicas — dessa existência aqui mesmo.
Eu fico admirado: mesmo sendo uma página quase fantástica, quase fake,
muitos perfis de famosos com quem interajo me respondem — por DM ou me curtindo.
Tamanha é a espiritualidade dos meus comentários.
Já os anônimos me “ignoram” solenemente.
Por isso eles são anônimos.
E os artistas, seguidos por mim — pelo meu bom gosto —,
merecem estar nesse seleto grupo de nem cem pessoas que eu sigo.
Algum mérito, eles têm.
Alguns perfis spam me seguem — mulheres vendendo serviços adultos —,
mas eu bloqueio todos.
Bloqueio também qualquer reel ou post de sexualização.
No meu Instagram, só quero ver cultura, estética, treino e saúde.
A putaria fica pra vida real.
Pra quando eu estiver offline mesmo.