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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


VÍCIO EM CANETINHA EMAGRECEDORA

 


DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

A CULTURA DA CANETINHA

Quando vi a matéria sobre viciadas em “canetinha emagrecedora”, eu estava esperando ler sobre outra coisa. Sei lá, meu cérebro logo fez uma ilação com os livros mais vendidos do Brasil — aqueles “adultos” idiotas que compram livros de colorir para passar o tempo e que, pasme, estão entre os mais vendidos do país.

 

Reflexo da anticultura tupiniquim, cujo maior nível intelectual é quem consegue ler legenda de animes e séries da Netflix e acha “cabeça” quem que vê Breaking Bad, Pulp Fiction ou Tarantino como se fossem o novo Leonardo da Vinci, o responsável por um renascimento em pleno século XXI.

 

Esse “homem culto moderno” é o quê? Um sujeito que usa alargador, fuma baseado e tem como virtude ser aceito como “homem ideal” pelas mulheres atuais. Já vira príncipe encantado da Disney pra mulheres sem gosto. E ainda acompanha as listas “indie” das músicas mais ouvidas no Spotify. É muita perfeição pra ser verdade…

 


 

O ENGANO DO NOME

Eu realmente achei que os adultos desenhavam tanto nesses livros de colorir que chegavam até a perder calorias e emagrecer. Mas não.

 

As tais canetas emagrecedoras não são lápis de cor: são injeções. Picadas que elas dão para emagrecer. Uma espécie de heroína estética, uma droga injetável.

 

Pelo prazer da estética. Pelo prazer do julgamento do olhar alheio. Pelo prazer mórbido de confirmar a própria incompetência em não conseguir emagrecer sem subterfúgios.

 

Era mais fácil se viciar em crack — ao menos o resultado seria parecido.

 


 

O PREÇO DO MILAGRE

Cada picada de Ozempic custa uns 900 reais. Para alguém alcançar o resultado que eu obtive — de 24% de gordura para 8% em apenas 3 meses, de forma saudável e natural — precisaria gastar, pelas minhas contas, cerca de 13 mil reais e mais de um ano de uso.

 

 

 

Mais do que um iPhone 17. Mais do que o meu iPhone 16 Pro Max, que já foi caro.

 

Mas eu prefiro gastar com produtividade, com bens de consumo que me economizam tempo e esforço. Eu consegui o que consegui com disciplina, suor e sacrifício, em vez de me submeter a um remédio que promete milagres e provavelmente entrega apenas efeito “reboot”, sem consistência real.

 


 

SKIN THE GAME

Eu sou adepto do skin the game, pessoal.

 

Não dá para respeitar o personal trainer cujo corpo não traduz sua competência. Eu tenho que olhar e ver no físico dele a experiência da restrição calórica, da disciplina de comer de 3 em 3 horas, das horas de cardio, do treino até a falha, ou até mesmo de comer sem fome, apenas para atingir a meta.

 

É a experiência de quem ensina o que viveu.

 


 

MEU SHAPE

Eu tenho 59 quilos e 1,71 de altura.

 

Pelas fotos dá para ver que eu não sou “magro de ruim”, nem doente, nem de crack. Boa parte é músculo. Não sou volumoso, mas dá para notar o tônus, a vascularização, a proporção e o tamanho de bíceps e tríceps — o que, para alguém do meu peso, já é notável.

 

Costas, peito, braços: é só olhar as imagens.

 

Claro, se eu ganhasse mais massa chamaria mais atenção. Mas eu sei que o meu shape é totalmente diferente da magreza anêmica do “branquelo de Anora”, por exemplo. Não dá para comparar meu condicionamento atlético com o de alguém que apenas nasceu magro.

 


 

TRANSIÇÃO PARA O ATLETA HÍBRIDO

Eu sou skin the game total. Eu faço, eu volto, eu mostro.

 

Até o fim do ano, estou planejando a transição para o conceito de atleta híbrido: misturar aeróbico com musculação, mas sem buscar performance esportiva — apenas estética. Quero ver como meu corpo reage a esse tipo de treinamento.

 

Depois, eu volto aqui para mostrar e contar. Como sempre.

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 04/10/2025
Alterado em 04/10/2025
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