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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


DAS CRIANÇAS É O REINO DE DEUS (fotos minhas antigas) (ATUALIZADO)

 


DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR



A LETRA QUE ME LEVOU ÀS MEMÓRIAS

Aquela letra da minha professora me fez vasculhar meu acervo pessoal em busca de lembranças, memórias, recordações.

 

E percebo que, como naquela bela música de Kavinsky com a Lovefoxx no vocal — que aparece no filme Drive e que coloco hoje na capa do meu site: “There is something about you, it’s hard to explain… they talk about you, boy, but you still the same” — tudo já estava escrito no meu gosto e nas minhas escolhas.

 

 

 

 

 



 

 

Tudo está ligado.

 



AS GAROTAS E O BIOTIPO ESTRANHO

 

 

 

 


 

Aquela garota loirinha dizia que era minha namorada e não saía do meu pé, dizia minha mãe. Ela mesma falava que era meio esquisita. E isso não me surpreende.

 

Garotas de biotipo bonito, mas um tanto “estranhas”, sempre tiveram uma queda por mim (alô, Flora!). Esse tipo de figura feminina sempre se encantaram por mim.

A professora que aparece me abraçando chamávamos de professora Maria.

Mesmo levando a minha marmita, eu pegava a dela, porque achava mais saborosa — principalmente quando ela levava bife à milanesa.

Disso eu me lembro perfeitamente.

Desde aquela época, me parece vir essa coisa de querer comer algo de alguém com Maria no nome.

 


 

A FILA DA ESCOLA E A PRINCESA LOCAL

Recordo-me também da menina que fazia par comigo na fila, só que do lado das garotas, porque ao meu lado eu segurava a mão da professora — afinal, éramos os mais baixos de cada lado.

 

Ela se chamava Taís. Hoje trabalha no supermercado, o mesmo da bela Helena, a “princesa local” que este “Paris” (eu mesmo) gostaria de reivindicar para si.


 

 

E como essa garota da foto tornou-se trabalhadora de supermercado — vítima das circunstâncias — eu me tornei o que sou: aquele que escreve sobre ela.

 

No sentido prático, ironicamente, ela até ganha mais do que eu hoje, rsrs. Mas como gosto de frisar: não existe apenas capital financeiro, mas também o cultural, o erótico, o simbólico… e por aí vai.

 



O PASSEIO EM TAUBATÉ

As fotos são da excursão a Taubaté para conhecer o sítio de Monteiro Lobato.

 

Fomos com monitores, e minha mãe, oportunista e preocupada como sempre, quis ir junto. Ainda bem — porque pôde tirar as fotos que guardo até hoje.

 

Andamos de trem, vimos uma peça de teatro e, no meio da encenação, dei um beijo na Emília.


 

E ali também está a Lilian.



Os maldosos vão dizer que ela não é “tudo isso” que eu descrevo para ser minha musa. Mas, sinceramente, quem tem mau gosto são eles.

 



A JOVEM JACQUELINE

Essa outra garota da excursão é a Jaqueline. Igual à música do Franz Ferdinand. Só que, diferente da letra, ela não tinha 17 anos — mas uns 8.


 

No futuro, talvez quando ela tivesse 13 ou 14, a gente acabou ficando. Não lembro direito a idade.

 

Quem se recorda da crônica que narrei no Recanto das Letras com meu parceiro Bio vai entender: foi ela que, anos depois, vivia instigando, perguntando a várias garotas se queriam ficar comigo.

 

Até que o Bio, com aquela sagacidade dele, disse a ela: “Mas não parece que é você quem quer ficar com ele?”

 

O silêncio dela e o rubor no rosto denunciaram o sim. E ficamos mesmo.

 

Era engraçado, porque estudamos juntos vários anos: ela, a CDF; eu, o bagunceiro.

 

E há nessa liturgia social uma regra tácita: a CDF pode até gostar platonicamente do bagunceiro, mas dificilmente ficam juntos. Só às escondidas. E foi assim. Só fora da escola.

 



O OLHAR DA MINHA MÃE

Agora, mais fotos da excursão.


 


 

 

Essa, por exemplo, fui eu quem tirei: da minha mãe

 

 


 

O COMPUTADOR ANTES DO MILÊNIO

E a questão da tecnologia.




 

 


 

 

Ter computador em 1997, antes do temido bug do milênio no ano 2000, não era nada comum.

Não existia ainda essa presença constante da internet; era quase como ter um objeto misterioso dentro de casa.

 

Eu explorava o Paint, desenhava bandeiras, inventava cores e formas. Já sabia usar o Word, alinhava textos, experimentava fontes, descobria o poder da escrita no espaço eletrônico.

 

Tudo isso antes da febre do “computador do milhão”, quando de repente parecia que todos queriam possuir o seu.

Para mim, aquele tempo já era uma antecipação de futuro — uma janela aberta para um mundo que ainda não tinha começado de fato que se tornaria parte do futuro de quem sou hoje.


 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 03/10/2025
Alterado em 03/10/2025
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