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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

A IMPORTÂNCIA DAS NOSSAS “INIMIGA”


 

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Hoje parece até difícil de acreditar, mas já houve uma época de um Dave le Dave low profile.

 

Minha página só existia como um meio de eu me comunicar com aquela tal pessoa que carinhosamente chamo de Double N. Vocês sabem, assim como eu sou o Double Dave aqui no Recanto.

 

E como só ela sabia da existência da minha página, então cada leitura nova indicava que só poderia ser ela me lendo, principalmente em textos antigos. Quanto menos eu interagisse, maior era a sensação de recompensa quando eu percebia o aumento do número de leituras no meu texto.

 


 

OS MECANISMOS DO CORAÇÃO

Estranhos os mecanismos que o coração arruma para preencher a lacuna em quem ama.

 

Mas a sensação de prazer não é o que chamamos de dopamina — hoje, sabendo neurociência, eu sei.

 

Dopamina tem a ver com motivação, não com prazer.

 

A dopamina tem a ver com o motivo que me levou a criar a página: ela. Não a sensação gerada no aumento das leituras. Dopamina é um motivo para a ação.

 

Porém, a vaidade de alguém que escreve, um escriba como eu, é ser lido.

 


 

O IMPACTO DA POLÍTICA

Foi aí que veio o mandrião, o desgoverno do Bolsonaro, e tive que me pronunciar. Meus textos políticos começaram a ter alguma repercussão no Recanto.

 

Mas antes disso, antes de eu interagir com alguém, antes de ter minhas inimizades por conta das minhas opiniões contundentes, eu escrevi um ensaio que é um resumo das minhas ideias — do qual me orgulho muito — chamado “O pensamento é uma forma de arte”. Link:https://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/7786531

 

Depois, pedi para o ChatGPT, que eu havia recém-descoberto, analisar minhas ideias. Link:🔗 :https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-cultura/7824900

 


 

O PRIMEIRO “ADVERSÁRIO“

Foi então que fiquei sabendo da existência dessa estranha personagem do Recanto denominada Argônio de Alexandria.

 

Ele comentou que, agora, com o advento do ChatGPT, poderia identificar os “bonitões da bala chita”. Como quem diz que identificaria os falsos intelectuais. E eu interpretei aquilo como dirigido a mim, ao autor daquele ensaio.

 

Ora, eu, não acostumado com a dinâmica do Recanto e por ser muito cordial, achei aquele comentário indelicado. Não respondi à altura porque não queria aparecer, não queria me expor.

 

Por isso, resolvi bloqueá-lo — algo que, até hoje, só fiz com duas pessoas. Não por discordarem de mim, mas por fazerem comentários spams, que violam minha única diretriz de comentários.

 


 

O ARSENAL LIMITADO

Depois, conhecendo melhor o tal Argônio de Alexandria, eu o desbloqueei. Entendi que ele era daquele jeito mesmo: um ideólogo cego, do pior tipo.

 

Ele me lembra o “elogio” que se fazia do Roberto Carlos, o lateral-esquerdo que ajeitou a meia na Copa de 2006 contra a França, e que tinha um vasto arsenal de três jogadas: a virada de jogo, a recuada de peito para o goleiro e a bicuda.

 

Argônio é assim: seu “arcabouço intelectual” se resume a defender armas, criticar a esquerda e citar a Bíblia. E só.

 


 

O JOGO DAS LEITURAS

Naquela época eu devia ter pouco menos de 100 textos e pouco mais de 1.000 leituras.

 

De certa forma, ter ultrapassado o tal Argônio em número de leituras totais com menos textos me trouxe certa satisfação pessoal, sem que eu tenha procurado ou buscado isso, e tenha ocorrido organicamente. Embora quantidade nem de longe seja sinônimo de qualidade, sinceramente, se você comparar a pluralidade e o ecumenismo entre assuntos de uma página e outra, o abismo é evidente.

 

Num exemplo que ele mesmo iria gostar: é como comparar Brasil e Venezuela… Cuba e EUA.

 


 

O IRÔNICO DESTINO

E, infelizmente, no caso do meu amigo gogo, no caso desse exemplo, ele é justamente aquilo que mais gosta de criticar.

 

Quem sabe ele não possa melhorar com base nas coisas que tanto aponta nesses países?

 

Talvez assim ele mesmo consiga evoluir.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 17/09/2025
Alterado em 17/09/2025
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