
Eu mando entregar as encomendas do Mercado Livre em um ponto de retirada cadastrado — no caso, um pet shop.
Inúmeras encomendas da região, de gente que não pode recebê-las em casa, são direcionadas para lá. Imagine o fluxo de pessoas que passa diariamente naquele local. Me chama atenção o fato de que esse potencial não é explorado comercialmente.
Pensei até em dar a dica: além de pet shop, eles poderiam ser também uma loja de conveniência. Vender alguma coisa para quem vai buscar suas encomendas, mas não tem pet — o que é um perfil bastante comum nesse fluxo. É um desperdício de oportunidade num ponto que já é bem localizado.
O sucesso dos marketplaces atuais como Mercado Livre, Magalu, Amazon… está justamente em vender tudo. E no comércio físico, persiste uma lógica covarde: a ideia de que não se pode fazer mais, para não se distrair do “negócio central”.
Mas esse medo de esquecer o foco é, na verdade, medo de crescer. Uma covardia disfarçada de planejamento.
Mais crônicas desse estirpe, acesse meu site: