
Não tenho o hábito de ler textos antigos meus, nem de recordá-los. Afinal, são mais de mil e duzentos. Porém, se alguém os comenta, fico curioso em relê-los para lembrar do que escrevi.
Um desses textos foi no dia 08 de janeiro deste ano. Apenas umas duas semanas de abstinência, no qual me encontrava de afastamento, numa madrugada insone de remédios suspensos, escrevi que pretendia entrar na academia sem muita convicção, mas que meu objetivo era fazer cardio, aumentar o condicionamento físico e perder a barriga.
Bem, perder a barriga é o que mais as pessoas buscam. Porém, muitas até recorrem a procedimentos cirúrgicos pela dificuldade de conseguir naturalmente — e mesmo assim, sem muito êxito.
E hoje, cinco meses depois, eu não só consegui atingir como superei as expectativas. Qualquer um que observa minhas memórias e fotos pode comprovar.
No começo, como tudo, foi difícil: tentativa e erro. Eu só comecei dieta e método, a treinar diariamente, faz uns três meses. Também interrompi todas as medicações e troquei por suplementos e fitoterápicos, que foram estudados plenamente para controlar o cortisol, ganhar massa, disposição, foco, dormir melhor.
No começo, eu suava bem mais e não parava. Hoje, não paro igualmente, mas nem me canso mais. Talvez hoje eu opere com 65% da minha capacidade de antes — 85% — mas otimizei os resultados pela experiência adquirida.
Eu fazia vários HIITs, várias abdominais, exercícios, trabalhava. Hoje, eu só caminho logo quando acordo, entre as refeições caminho para ajudar a digestão e caminho à noite. Sempre em movimento.
Faço musculação quatro vezes na semana, mas vou pra academia em dois períodos. Só que um deles é apenas para finalizar os trabalhos e fazer cardio. Porém, bato cartão diariamente.
E se eu estagnar, eu sei como me exigir mais. Sei exatamente o que fazer.
Dizem que, quem tem força de vontade, o difícil fica fácil — e essa é a impressão ao me observar. Certamente, eu jamais serei o mais forte. Porém, o mais sábio, técnico e com conhecimento… será uma questão de tempo.
E hoje, o que eu faço fora da academia, minha rotina — ninguém faz. E mesmo dentro dela. Porque além de me exercitar, escrevo, leio, tenho ideias e vejo filmes. E tudo o que consumo e sou vira alimento pro meu site, que vai muito bem, obrigado. A saber:
👉 daveledave.recantodasletras.com.br
Você deveria adicionar aos favoritos.
O começo foi difícil porque há muita informação para quem é leigo. Mas minha capacidade maior é justamente essa: filtrar e fazer curadoria. Julgar o que é bom e o que é ruim.
O método é muito parecido com o intelectivo — só que voltado ao corpo. Soma-se a isso o fato de que eu consumo conteúdo em inglês e português, o que dobra as possibilidades. Hoje, sei filtrar o joio do trigo.
A regra para você adentrar um novo mundo, ambiente, cultura, é não vivê-lo com sua visão de mundo. Mas ter a flexibilidade para viver o novo. E por isso já sei quem são os fisiculturistas de referência.
Mesmo sem concordar com o padrão estético, vejo filmes deles treinando, se alimentando, falando. O mais conhecido é o Arnold — o exterminador do futuro. Sorte a dele: é melhor como fisiculturista do que como ator, que nem dá pra levar a sério, apesar da disciplina envolvida.
Na Men’s Health, uma revista que também discordo de tudo — por ser muito falocêntrica — mostraram a academia e a geladeira de Arnold. E ele tem, na parede, fotos de outros machos pendurados que venceram o maior prêmio do fisiculturismo: o Mr. Olympia.
Ora, isso é muito homoafetivo pro meu gosto. Fotos de mulher, eu só guardo os nudes que me mandaram voluntariamente. Porém, sempre há o que aprender com quem não concordamos.
E se você não concorda comigo, quem sabe… você não tenha algo a aprender comigo?