
A Regina Duarte, persona non grata atualmente pelo seu envolvimento com o desgoverno Bolsonaro, era — inegavelmente — excelente atriz, de modo inverso à sua ideologia política.
Diz-se, no popular, se você quer conhecer uma pessoa de poder a ela. E Regina, no poder, como Ministra da Cultura, mostrou toda sua ideologia odienta e preconceituosa, que faz parte de muitos bolsonaristas: contra pobres, negros, cultura — enfim.
Mas, de modo inverso e analógico, eu também sou o namoradinho do Recanto das Letras. Nesse 12 de junho, Dia dos Namorados — data que foi criada pelo marqueteiro pai do João Doria, o político da calça apertada que marca as bolas —, sou amado e odiado com a mesma intensidade.
Mas como sabemos, o ódio é mais fiel que o amor. Aquele é acessível, mas inacessível ao mesmo tempo. Porque não escondo de ninguém a opção do meu coração.
Não obstante, adoro elogiar mulheres da plataforma, apesar de comentar mais homens — e fazê-lo só raramente.
Minha regra é absoluta e inegociável: vai mais um texto a mais do que um comentário. E, ao comentar, eu faço literatura também. E assim elogio a mulher.
O resultado é que sua namorada pode até te amar. Mas sou quem ela lê.
Como você sabe o que passa na cabeça dela no momento do orgasmo? Se no prazer ela não vê minha imagem — ou, mais propriamente, a imagem abaixo…

Aí ela chega no orgasmo. Eu também chegaria, se fosse mulher.