
Pra homem e mulher, não se engane: o padrão de corpo bonito, aos olhos do sexo oposto, é o magro. Substituindo os carecas no culto popular feminina, a não ser que o careca seja Alexandre de Morais, o O Xandão, maior inimigo dos golpistas, pistoleiras e milicianos dessa nação.
Mais do que o forte, o musculoso, o volumoso. Essas características podem chamar atenção num primeiro momento, mas logo que você se acostuma, e depois de um tempo, não chamam mais atenção.
E quando há uma disformidade entre o corpo e a boca que fala, o que era beleza se torna asco.
A força se adquire com repetição, sem elucubração.
Já o corpo magro adquirido é fruto de esforço, inteligência e sacrifício. Não é só o que você faz, mas principalmente o que você deixa de fazer — com intenção, planejamento e força de vontade.
Um corpo magro e sadio comunica tudo isso às pessoas. E isso, meu amigo, dinheiro não compra — assim como não compra distinção, bom gosto e inteligência.
Mais vale um gosto na mão do que dinheiro no bolso ou no banco.
É por isso que até os grandes CEOs de hoje não querem mais ostentar riqueza, mas um corpo bonito.
A elegância das maneiras, dos gestos, das ideias — tudo isso comunica algo que permanece depois que a primeira impressão passa.
O corpo musculoso é como um instrumento de sopro: dá uma nota e cessa.
Mas a inteligência e a elegância são como instrumentos de corda: reverberam e continuam a tocar, mesmo depois que a presença já passou.
Eu entendi por que costumo chamar atenção das meninas colegiais.
A fase em que o ser humano mais cresce é dos 8 aos 16 anos. Só que, enquanto os homens permanecem retardados nessa fase — alguns até os 87 anos de idade —, as mulheres amadurecem, viram mocinhas, depois mulheres.
E o contraste de ver alguém como eu, comparado com os garotos da idade delas, deve realmente chamar atenção.
Nessa idade, algumas se apaixonam platonicamente pelo professor.
Sorte delas que não me ouviram falar. Porque eu também sou um professor — só que diferente da maioria: elegante, bonito e atlético.
A semelhança… é que, igualmente, eu não tenho dinheiro.
O músculo é uma promessa de prazer que evapora no instante em que a boca comunica suas intenções.
O magro adquirido, esse sim, é o que permanece — principalmente quando a boca começa a falar.