ALGUMAS COISAS MUDARAM, MEU AMOR

O sentimento não mudou.
É imutável, contrariando a ideia do rio de Heráclito.
Não morreu o nosso amor, pois não tem jeito: é imortal — já diria aquela cantora chamada Sandy Jr.
O que mudou foi eu, embora eu seja o mesmo.
Mudou o meu conteúdo, embora ele seja o mesmo.
Mudou o meu humor, embora ele seja o mesmo.
E minha aparência, embora ela seja a de sempre.
Eu já fui bem lido no Recanto — e ainda sou, comparando com a média.
Porém, um texto meu, no mínimo, tinha mais de 30 leituras numa época não tão bem feliz da minha vida.
E eu só postava outro depois que atingia essa meta.
Meta que demorava menos de uma semana.
Hoje, pra mim, a quantidade de leituras — e muito mais os comentários — são indiferentes.
O importante é eu produzir meu conteúdo com fidelidade a mim mesmo.
Mas a preocupação com a qualidade é evidente.
E acho que achei uma identidade, um padrão em tudo, que é inconfundível.
E hoje eu entrego um conteúdo à la carte.
Tem pra todos os gostos: humor e texto curto, fácil de ler pra quem tem preguiça.
Orações laicas. Resenhas. Fotografias.
Artigos culturais longos e densos.
Crônicas.
E um tiquinho de libertinagem que é minha assinatura.
Eu acho que chegar a um milhão de leituras um dia, igual o Paulo Miranda — e talvez com bem menos idade que a dele — me deixará muito orgulhoso.
Dentro em breve, as pessoas se acostumarão a me visitar.
A identificar um #TwitterNoRecanto das minhas memórias e resenhas.
Tem pra todos os gostos.
Mas principalmente pra quem amo.
Sem ela, essa página não existiria — ou não teria sentido.
Se eu não fosse anônimo, há o prêmio do esporte de Comeback of the Year —
aquele para atletas que deram a volta por cima e tiveram o melhor ano.
Eu, esse ano, com certeza ganharia.
E ainda estamos em menos da metade do ano.
Esse prêmio imaginário eu dedico à minha família, à Double N,
e a mim mesmo.
